A importância das pessoas na construção de cidade PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 0
FracoBom 

 

 

Num contexto de desenvolvimento urbano sustentável as cidades evoluem hoje num processo de participação activa, dando espaço a debate de ideias e contributos para a melhoria da condição de vida nas mesmas.

Os processos de discussão publica de projectos, planos e afins devem permitir que cada cidadão participe e dê a sua opinião, no entanto há necessidade que estes pensem global com uma visão para além do seu espaço de conforto, ou seja, a sua abrangência espacial.

Na construção da pólis as pessoas importam e importam muito, senão vejamos, quem usufruí dos espaços, quem se apropria dele, e o transforma com vivencia diferenciada e caracterizadora da urbe, as pessoas, que têm que olhar para estes processos num contexto de construção de cidade com orgulho, reconhecimento e perseverança.

Que desafios se colocam a quem tem a responsabilidade de governança nas cidades neste contexto?

Uma clara e inequívoca sintonia com as reais expectativas dos cidadãos e as estratégias territoriais potenciadoras de desenvolvimento, numa perspectiva assertiva de optimização de recursos sociais, patrimoniais,turísticos e economicos.

Só assim poderemos construir cidade de uma forma participada, responsável e assumidamente com bases solidas onde as pessoas estão e são o centro das preocupações

A partilha de responsabilidades deve ser entendida como um caminho com dois sentidos onde com mais ou menos intervenção todos temos de arrepiar caminho na interpretação do papel que queremos ter no espaço onde vivemos e ou trabalhamos.

Por esta razão e cada um com o seu papel e contribuindo para uma intervenção planeada é possível fortalecer as comunidades locais dando espaço à criatividade como alavanca do processo em si mesmo.

Os direitos e os deveres estão consagrados mas devem ser assumidos de uma forma em que fique evidenciada a postura de quem os quer exercer sem que os mesmos se sobreponham, confundam ou até mesmo se atropelem.

A base pode e deve ser o conhecimento mas o equilíbrio da experiência de ser tido em conta para apoiar os processos de participação das pessoas na construção de cidade.

 

 

O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família

Hugo Oliveira

 

in diário de Leiria 10de Julho de 2015